Interatur: a ferramenta digital para revolucionar o turismo

Não é de hoje que o Turismo vem sendo uma das principais fontes de movimentação de renda e geração de empregos no Brasil. Para se ter uma ideia, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta a contratação de 478,1 mil trabalhadores formais entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022. Deste total, 81,7 mil atenderão a demanda da alta temporada, com vagas temporárias. A expectativa da CNC é que as atividades turísticas faturem R$171,9 bilhões ao longo da alta temporada.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a flexibilização das regras de restrição, a expectativa do setor é melhorar o desempenho, que ficou abaixo do esperado em 2020 e 2021, devido à pandemia do novo Coronavírus.

Diante desses números, só podemos pensar que as cidades brasileiras estão 100% preparadas para receber os turistas e proporcionar a eles uma experiência única, além de fornecer tudo o que é necessário para que a estadia seja inesquecível. No entanto, o que percebemos são cidades com enorme potencial turístico, consideradas destinos “perfeitos”, com status de “estância turística”, mas que deixam a desejar em termos de suporte aos visitantes.

É aí que entra o Interatur. Mas o que é o Interatur? “É uma plataforma georreferenciada de suporte completo ao turista, fazendo com que ele se sinta em casa, ele sinta como se já conhecesse o lugar que está visitando”, afirma Christiane Liberatori, CEO da Campanha Digital, empresa desenvolvedora da ferramenta. 

A ideia central da ferramenta é proporcionar o máximo de comodidade tanto ao cliente, que contrata o serviço, quanto ao turista, que vai dispor na palma da mão de todas as informações do local que está visitando. “Melhorar a experiência do turista é o principal objetivo, dar suporte para além do que o Google ou uma ferramenta de turismo daria. O Interatur pode se integrar ao banco de dados do Google mas vai além porque também associa com o banco de dados configurado pelo cliente”, explica Liberatori.

A ferramenta é totalmente aberta para consumir o inventário turístico de uma cidade ou de um polo regional. Isso significa que, se uma prefeitura, por meio de sua Secretaria de Turismo, contratar a ferramenta, poderá inserir todos os dados referentes ao município que sejam de interesse dos turistas. 

Ou seja, o Interatur  não é necessariamente uma plataforma específica para pontos turísticos, mas pode ser utilizado, dependendo da necessidade do cliente, para outras finalidades, como mapa de comércios e serviços de uma região, conforme explica o diretor comercial da Campanha Digital, Ed Tolentino: “Nós já sugerimos que ele fosse utilizado também para os serviços de suporte ao visitante, como postos de gasolina, farmácias, delegacias, hospitais, enfim, esses serviços que podem ser necessários ao visitante de uma cidade”.

Outro aspecto importante dessa tecnologia é a possibilidade de fazer a ligação direta com o e-commerce mesmo antes de visitar a cidade. O turista que tenha programado uma viagem pode fazer as suas reservas de mesa em restaurantes, estacionamento, além de comprar produtos remotamente mesmo sem visitar o local. “Então ele tem essas duas funções, de suporte ao turista quando este procura uma cidade para visitar e também essa função comercial de ampliar a experiência do turista com aquela cidade, com aquela região”, explica Tolentino.

Funcionalidades

Apesar de conseguir interação total com o Google, o Interatur pode ser configurado com dados exclusivos de uma prefeitura, governo ou entidade voltada ao turismo. Além disso, a ferramenta também pode ser utilizada para ações promocionais de eventos ou campanhas específicas, ou seja, o cliente tem total liberdade para configurar a ferramenta da forma que desejar, utilizando dados exclusivos de uma prefeitura, por exemplo, sem a necessidade de se integrar ao Google.

Esse detalhe faz com que o Interatur seja mais dinâmico, já que o cliente escolhe quais dados ele quer inserir na ferramenta e de qual maneira deseja interagir com o público-alvo. O usuário consegue associar sua conta de Facebook à ferramenta, sem a necessidade de preencher um cadastro. “E dá pra você trabalhar esses bancos depois, conversando com essas pessoas, dá pra escolher por exemplo quem é o artista que o prefeito vai contratar para dar um show no aniversário da cidade, porque é muito comum nas cidades do interior, e através do Interatur você consegue identificar pelo gosto do público, do visitantes, quais são os artistas preferidos, as bandas preferidas”, ressalta Liberatori.

Outro aspecto importante é o ajuste de políticas públicas para a área do turismo, ou mesmo o ajuste de atrações turísticas em um município que tenha várias atrações, sendo possível ter maior assertividade nas ações da gestão e até em termos de economicidade, porque ele não vai ficar desperdiçando recursos sendo que ele sabe qual a principal demanda do público local ou do público que visita o município.

Aplicações específicas

Além de todas as aplicações gerais  para fins de turismo, o Interatur também pode ser configurado para outras aplicações mais específicas. A ferramenta pode ser utilizada para mapear trilhas dentro de um parque estadual, por exemplo. A CEO da Campanha Digital cita o Petar – Parque Estadual do Alto Ribeira, que possui várias grutas, cachoeiras e trilhas em um ambiente gigante. “Você poderia oferecer o Interatur como suporte para que o visitante consiga transitar ali dentro sem se perder, usando um exemplo”, destaca.

O Interatur também permite a classificação por tipo de atrativo turístico, sendo possível obter mapas, layers de informação para o visitante de acordo com os interesses dele. Se um visitante gosta de trilha, ele consegue filtrar todas as trilhas existentes em uma região e escolher por subcategorias, por distância, ser levado por GPS até o local e antecipar a compra de vouchers ou antecipar reservas. 

“Ele poderia se comunicar com esse ponto turístico através do Whatsapp, de um e-mail, de telefone, tudo dentro da plataforma, tudo sendo conectado através da plataforma, que já oferece esse suporte que nem o Google oferece”, explica Liberatori.

Outro aspecto relevante na questão de abrangência  do Interatur  é que ele permite ser moldado para diferentes projetos, que não sejam necessariamente de uma prefeitura ou governo de estado ou governo federal. A plataforma pode ser adquirida por uma associação de turismo regional ou de qualquer rota turística que não esteja vinculada a uma cidade. 

“Ele também pode ser usado, inclusive, no caso das associações turísticas, como ferramenta de arrecadação, em que você vincula o e-commerce à ferramenta e coloca um percentual do transacionado com a arrecadação para essa entidade. O mesmo pode ser feito com os próprios conselhos municipais de turismo, a prefeitura não pode arrecadar para ela, mas pode arrecadar para um fundo municipal de turismo, vinculado ao conselho municipal de turismo, o conselho regional de turismo”, destaca o diretor comercial da Campanha Digital, Ed Tolentino.

Investimento e retorno

De acordo com Christiane Liberatori, no setor público o investimento é mínimo e o retorno é grande. Segundo ela, o suporte ao turista pode se estender para um suporte transacional ao e-commerce e reverter em recursos para o próprio fundo de turismo do município ou para o conselho municipal de turismo. 

Já a utilização no setor privado também rende benefícios porque o Interatur é uma plataforma que conecta o visitante aos pontos turísticos, com a venda de ingressos, alimentação e outros serviços oferecidos no entorno dessa atração turística.

“Essa é uma conexão que vai gerar contato comercial, seja ela no setor público, seja no setor privado. Portanto, não é um investimento em publicidade, sem avaliação de retorno de investimento”, ressalta Liberatori. “É um investimento comercial, uma aplicação que tanto o órgão público faz no turismo local, na economia local, nessa rede de serviços, de CNPJs que se beneficiam desses sistema, oferecem serviços e vivem disso, como também no setor privado, porque quem estiver se beneficiando da ferramenta vai ser uma ponte de contato comercial, não vai ser simplesmente um suporte gratuito de informação. Essa informação é para conectar e fornecer mais vendas, para fazer lucro para o empresário”, finaliza.

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